Por que IPTU vai ficar mais caro em 2026? Entenda os motivos e como se preparar
O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é uma das principais preocupações de proprietários de imóveis no Brasil. Todos os anos, surge a mesma dúvida: “por que o IPTU aumentou tanto?”.

Para 2026, a tendência é de que o valor do imposto fique ainda mais alto em muitas cidades brasileiras. Mas afinal, por que o IPTU vai ficar mais caro em 2026? Quais fatores influenciam nesse reajuste? E, principalmente, como o contribuinte pode se preparar ou até contestar cobranças indevidas?
Neste artigo, você vai entender os motivos do aumento, exemplos de cidades que já anunciaram mudanças, como funciona o cálculo do IPTU e como se proteger de cobranças abusivas.
Olá, tudo bem? Meu nome é Rodolfo Marques sou Engenheiro Civil. Especialista em Estruturas e MBA em Gestão de Projetos. Então vamos continuar…
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O que é o IPTU?
O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é um tributo municipal cobrado anualmente de todos os proprietários de imóveis localizados em áreas urbanas.
Ele incide sobre:
- Casas, apartamentos e prédios;
- Terrenos urbanos sem construção;
- Imóveis comerciais e industriais.
A arrecadação é destinada aos municípios e serve para custear serviços públicos, como saúde, educação, infraestrutura e limpeza urbana.
Por que o IPTU vai ficar mais caro em 2026? Parte 1
Existem alguns fatores principais que explicam o aumento esperado do IPTU em 2026:
1. Revisão da Planta Genérica de Valores (PGV)
A PGV é a tabela usada pelas prefeituras para definir o valor venal dos imóveis. Em várias cidades, ela está defasada há anos e será atualizada em 2026, o que pode causar aumentos expressivos.
Em Teresina (PI), por exemplo, a prefeitura já apresentou projeto de lei para corrigir uma defasagem de mais de 20 anos nos valores venais. O impacto será direto: imóveis que estavam registrados com valores muito abaixo do mercado terão IPTU mais alto a partir de 2026.
2. Correção pela inflação
O valor do IPTU geralmente é reajustado com base na inflação acumulada. Como a inflação de 2024 e 2025 foi significativa, os valores de 2026 já tendem a começar maiores.
3. Valorização imobiliária
Áreas que receberam melhorias de infraestrutura, novos empreendimentos ou crescimento comercial também têm aumento de valor venal, refletindo no IPTU.
4. Novos cadastros nacionais de imóveis (CIB e SINTER)
Com a Reforma Tributária, foi regulamentado o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), também chamado de “CPF do imóvel”. Esse sistema, junto com o SINTER, vai integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal, tornando o valor venal mais próximo do valor real de mercado.
Resultado: menos distorções e mais aumento para imóveis antes subavaliados.
5. Mudanças locais na legislação
Em Campo Grande (MS), há projeto polêmico para alterar as regras do IPTU, permitindo até cobrança em obras ainda em execução e alíquotas progressivas, o que deve impactar imóveis de maior valor.
Em Marília (SP), também tramita projeto que muda a forma de cálculo do IPTU e da taxa de iluminação pública a partir de 2026.
Como funciona o cálculo do IPTU?
O cálculo do IPTU segue a fórmula:
IPTU = Valor venal do imóvel x Alíquota definida pela prefeitura
- Valor venal: preço estimado do imóvel, definido pela prefeitura (localização, área, padrão construtivo).
- Alíquota: percentual aplicado, que varia conforme o tipo de imóvel (residencial, comercial, terreno).
Exemplo:
Imóvel residencial com valor venal de R$ 500.000,00.
Alíquota: 0,6%.
IPTU anual = R$ 3.000,00.
Erros comuns sobre o IPTU e como evitar
- Não conferir a planta genérica de valores (PGV).
- Ignorar divergências cadastrais (área construída maior ou uso incorreto).
- Deixar passar os prazos para contestação administrativa.
- Não aproveitar descontos para pagamento à vista.
Perguntas frequentes (FAQ)
O IPTU vai aumentar em todas as cidades em 2026?
Sim. Mas muitas capitais e cidades médias já anunciaram mudanças na PGV ou novos critérios que devem resultar em aumentos e também devido a reforma tributária.
O que é o CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro)?
É um código único nacional para cada imóvel, que integra informações de cartórios, prefeituras e Receita Federal. Com isso, o valor venal ficará mais próximo do valor real de mercado.
Como contestar o valor do IPTU em 2026?
O contribuinte pode abrir processo administrativo junto à prefeitura, apresentando laudo técnico ou documentação que comprove o valor real do imóvel.
Quem pode ter isenção de IPTU?
Aposentados, pensionistas e famílias de baixa renda pode ser isentos, conforme lei municipal.
Podemos concluir então que…
O IPTU vai ficar mais caro por uma combinação de fatores: atualização da PGV, inflação acumulada, valorização imobiliária, novos sistemas nacionais de cadastro (CIB/SINTER) e mudanças na legislação local em várias cidades.
Embora o aumento seja inevitável, é possível se preparar conferindo se os dados do seu imóvel estão corretos; contestando valores indevidos e aproveitando descontos e prazos da prefeitura.
Se você é proprietário, fique atento às mudanças no seu município.
Se você é profissional da área de engenharia, arquitetura ou regularização de imóveis, aproveite essa oportunidade: muitos clientes vão precisar de orientação para entender e até contestar os novos valores do IPTU.
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